Sobre a vida acadêmica e os Sete Caminhos da Dor: Uma reflexão Inspirada em Naruto

Uma reflexão pessoal

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Este artigo é mais do que uma mera análise acadêmica. É uma reflexão pessoal, um desabafo, que acredito que muitos leitores poderão se identificar. Trata-se de uma experiência na academia, um caminho que muitos de nós escolhemos seguir, na esperança de que nossas ideias e descobertas possam contribuir de maneira significativa para o mundo.Ao longo desse trajeto, percebi que a vida na academia nem sempre é fácil. Há momentos de desânimo, de tristeza, de dúvida. As pressões externas e internas podem nos deixar exaustos e questionando se estamos no caminho certo. É um caminho que suscita aspirações e fantasias. Dependendo de onde se vem, a academia é um lugar tão distante que nem se faz ideia de como as relações se estabelecem nesse espaço.Neste artigo, compartilho minhas reflexões e experiências pessoais na academia, nesse percurso de mestrado, na esperança de inspirar e encorajar outros que estejam trilhando o mesmo caminho. Acredito que, juntos, podemos transformar a academia em um espaço mais inclusivo, colaborativo e empoderador.

O genjutsu da Academia- A vila da chuva, que não é oculta

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No entanto, a realidade pode ser bem diferente, e é aí que a ilusão começa a se desfazer. A academia, em muitos casos, se assemelha a um feudo, onde as relações de poder e hierarquia são mais valorizadas do que a produção de conhecimento em si. Este espaço, que deveria ser um ambiente de crescimento e aprendizado, muitas vezes se transforma em um palco de dor e sofrimento, semelhante aos Seis Caminhos da Dor que Nagato, também conhecido como Pain, do anime Naruto, controla. No entanto, a realidade pode ser bem diferente, e é aí que a ilusão começa a se desfazer. À medida que mergulhamos mais fundo nas intricadas teias da academia, percebemos que as fachadas brilhantes escondem os verdadeiros desafios enfrentados pelos estudantes e pesquisadores. Os bastiões do conhecimento acabam se tornando prisões para ideias divergentes, tolhendo a criatividade e sufocando a inovação. Os corredores acadêmicos reverberam com o eco dos interesses pessoais e das dinâmicas de poder, obscurecendo o verdadeiro propósito da educação. O sonho de um espaço intelectualmente estimulante e inclusivo se desvanece à medida que enfrentamos as realidades inesperadas da vida acadêmica.

Os Seis Caminhos da Dor na Academia: Desafios Únicos

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Nesse espaço, você é frequentemente visto como um invasor, se você não é branco, se você não vem de algum espaço com privilégios, se você é pobre, se você é bolsista. Os seis caminhos da dor – racismo, discriminação, elitismo, pretensa superioridade intelectual, abuso moral e a violência verbal – estão sempre prontos para te atingir, assim como os caminhos de Pain. Cada um desses caminhos representa um desafio único, assim como os Caminhos Deva, Asura, Animal, Preta e Naraka de Pain, cada um com suas próprias habilidades e formas de causar dor. O racismo, como o Caminho Deva, pode repelir você com forças invisíveis, ou nem tão invisíveis assim, empurrando você para longe de oportunidades. A discriminação, como o Caminho Asura, pode atacar você com armas afiadas de preconceito e injustiça. O elitismo, como o Caminho Animal, pode invocar criaturas mortais feitas de privilégio e exclusão que tornam o ambiente hostil. A pretensa superioridade intelectual, como o Caminho Preta, pode absorver e invalidar suas contribuições e esforços. O abuso moral, como o Caminho Humano, pode ler e manipular suas emoções, arrancando sua autoestima e confiança. A violência verbal, como o Caminho Naraka, pode julgar e condenar você, causando danos emocionais profundos. Além desses, existe o sétimo caminho, o Caminho Exterior, que representa o sistema da academia em si. Este caminho tem o poder de controlar a vida e a morte, assim como a academia tem o poder de dar vida ou matar sonhos e aspirações. Ele também tem a capacidade de manipular e controlar, assim como a academia pode manipular e controlar as normas, as expectativas e as trajetórias de carreira.

Confrontando os Caminhos da Dor: A Luta de Jiraya

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Às vezes, queremos ser como o valente Jiraya e mesmo assim enfrentar esse inimigo, que tem tantas formas distintas de te atingir que parece que nada que se faça será suficiente. Você sabe que seu modo sábio não é perfeito para enfrentar o inimigo, recorremos a todas as forças que temos, invocamos toda sabedoria e esgotamos todos os nossos recursos, mas a academia é um deus, e homens não derrotam deuses, não no mundo real. Você se questiona se sua história é inútil ou se de algum jeito conseguirá cumprir o que deveria. Em meio a esse desafio, é comum se sentir perdido e cético. Afinal, as adversidades que enfrentamos parecem insuperáveis, e a incerteza nos consome. As dúvidas surgem, nos perguntamos se estamos destinados ao fracasso ou se temos alguma chance de alcançar o propósito que nos é atribuído. Será que todos os feitos do passado ainda têm algum valor, toda a jornada e trajetória até aquele ponto fizeram alguma diferença?

O Que Resta no Final?

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E o que resta no final? Muitas vezes, um corpo exausto, uma mente dilacerada, questionando-se sobre o valor de sua própria história. Um indivíduo que não consegue mais cumprir o que deveria, cuja história é apenas história, despedaçado e se questionando. A pergunta que é feita com as últimas forças restantes é a seguinte: a academia está realmente cumprindo seu propósito? Ou, no final das contas, seu objetivo é causar sofrimento àqueles que foram julgados inaptos, por esse deus, para ocupar esse espaço? Será que esse lugar cumpre o que deveria, ou no final, seu único propósito é manter através da dor as relações de poder estabelecidas? Essas são perguntas difíceis, mas necessárias. Nesse momento, eu não tenho resposta, estou como Jiraya, num último suspiro, tentando encontrar uma brecha, nem que seja para derrotar um dos caminhos da dor. Os sete, eu já sei que é impossível, mas quem sabe ainda exista chakra suficiente para combater.

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Quem sabe se a gente começar a questionar a normalização dessas violências, aos poucos não reconstruímos esse espaço. Tal qual Jiraiya, a gente sempre tem uma escolha a fazer. E não se esqueça de compartilhar este post em suas redes sociais para que mais pessoas possam se juntar a esta discussão que eu considero bem importante.

Esse texto é uma ampliação de um post que eu fiz lá no meu instagram, se quiser dar uma olhada no que tem por lá.